A tela para carregador de veículo elétrico não tem regulamento próprio no Brasil: a ANEEL libera a recarga a qualquer interessado, o Inmetro hoje não exige certificação de carregadores e a referência técnica é a ABNT NBR IEC 61851. Módulos 4G e Wi-Fi precisam de homologação da Anatel. Legibilidade ao sol, toque, vedação e controlador são decisões do fabricante.
Este guia foi escrito pela equipe de engenharia da Beijing Huamei Xuntong Technology Co., Ltd. (TouchVision), fabricante fundada em 2012 que projeta e produz displays industriais, placas embarcadas, painéis IHM, gateways industriais e computadores de IA de borda.
Pontos principais
- A ANEEL libera a recarga a qualquer interessado e não regula a tela do carregador.
- Hoje o Inmetro não exige certificação de carregadores; a referência é a ABNT NBR IEC 61851.
- Rádios 4G, Wi-Fi e Bluetooth no controlador dependem de homologação da Anatel.
- Brilho, toque, vedação IP e resistência IK são decisões do fabricante.
- Para o clima brasileiro, priorize legibilidade ao sol, IP65 frontal e toque estável com água.
A ANEEL regula a tela do carregador de veículo elétrico?
Não. A ANEEL trata da atividade de recarga e da conexão à rede, não do hardware da interface; a tela para carregador de veículo elétrico é uma escolha de projeto do fabricante. Isso dá liberdade, mas também transfere toda a responsabilidade técnica para quem desenvolve o eletroposto.
A primeira regra da agência sobre o tema foi a Resolução Normativa nº 819/2018, depois revogada e incorporada à REN nº 1.000/2021, cujo Capítulo V trata da instalação de estações de recarga. A agência optou por uma regulamentação mínima: qualquer interessado pode oferecer recarga, inclusive com fins comerciais e preço livremente negociado. Operadores de mercado resumem a consequência prática: a recarga fica fora do serviço público de distribuição e não depende de concessão ou autorização da ANEEL.
Para quem projeta o carregador, isso significa que a forma de cobrança (por kWh, por tempo ou por sessão) e a experiência na tela são livres, desde que a instalação respeite as regras da distribuidora local.

O Inmetro exige certificação do carregador veicular?
Hoje, não. Segundo o próprio Inmetro, não há regulamentação nem exigência de certificação do instituto para sistemas de recarga condutiva de veículos elétricos. A Portaria Inmetro nº 148/2022, de eletrodomésticos e similares, não se aplica a carregadores.
O Inmetro explica que esses equipamentos estão cobertos pela série IEC 61851, já internalizada pela ABNT como ABNT NBR IEC 61851. Na prática, o mercado (distribuidoras, redes de estacionamento, frotistas e seguradoras) costuma pedir relatórios de ensaio conforme essa série. Como a situação regulatória pode mudar, vale checar a página do Inmetro antes de cada novo lançamento.
Quais normas da ABNT afetam a interface do eletroposto?
A ABNT NBR IEC 61851-1 define os requisitos gerais do sistema de recarga condutiva, e a NBR 17019 trata da instalação elétrica de baixa tensão para alimentar veículos elétricos. Nenhuma delas especifica marca ou tamanho de tela, mas ambas influenciam o projeto do conjunto.
- ABNT NBR IEC 61851-1: requisitos gerais de segurança e funcionamento do carregador, incluindo modos de recarga.
- Partes específicas da série 61851 para estações em corrente contínua (parte 23) e requisitos do veículo (parte 21).
- NBR 17019: instalação em locais especiais, relevante para o integrador e para o dimensionamento do ponto.
- Grau de proteção do invólucro conforme ABNT NBR IEC 60529 (código IP) e resistência a impacto conforme IEC 62262 (código IK).
Para a tela, o ponto prático é que o painel frontal precisa manter o grau IP do gabinete e resistir a vandalismo em locais públicos.
Quando a Anatel entra no projeto?
A Anatel entra sempre que o carregador tiver rádio: modem 4G, Wi-Fi ou Bluetooth precisam de módulos homologados para serem comercializados no Brasil. Como a comunicação com a central (normalmente via OCPP, protocolo aberto mantido pela Open Charge Alliance) costuma sair do controlador da tela, essa verificação deve ser feita no início do projeto.
Escolher placas com módulos de rádio já homologados encurta o prazo de lançamento. Se o módulo for trocado depois, a homologação pode precisar ser refeita, o que atrasa o cronograma.
Comparativo: quem decide cada item do carregador
A tabela resume o que vem de regra externa e o que fica com o fabricante.
| Item | Quem define | Referência | Impacto na tela e no controlador |
|---|---|---|---|
| Permissão para oferecer recarga | ANEEL | REN 1.000/2021, Capítulo V | Nenhum direto; cobrança livre na interface |
| Certificação do carregador | Inmetro (hoje sem exigência) | FAQ Inmetro, Portaria 148/2022 | Ensaios pedidos pelo mercado |
| Segurança do sistema de recarga | ABNT | ABNT NBR IEC 61851 | Estados de recarga e alarmes exibidos |
| Instalação elétrica | ABNT / integrador | NBR 17019 | Indicações de falha e intertravamentos |
| Rádio 4G, Wi-Fi, Bluetooth | Anatel | Certificação e homologação | Escolha do módulo no controlador |
| Brilho, toque, vedação, IK | Fabricante | Especificação de projeto | Decisão integral do fabricante |
Como escolher a tela e o controlador para o clima brasileiro?
Sol forte, calor, chuva tropical e uso por motoristas com pressa pedem uma tela legível sob luz direta, vidro temperado antirreflexo, vedação frontal IP65 e um toque que funcione com água na superfície. Para cada estação de recarga em estacionamentos descobertos e rodovias, essas características pesam mais que a diagonal.
Nossa linha para carregadores de veículos elétricos cobre telas de 7″ a 15,6″ com toque infravermelho ou capacitivo, frontal IP65 e vidro antirreflexo. A tela touch infravermelha industrial usa vidro temperado de 3 a 5 mm e aceita luvas e chuva, enquanto o monitor touch capacitivo industrial dá resposta tipo celular em pontos cobertos. Para sol direto, veja os monitores open frame legíveis ao sol.
No controlador, a TV-RK3568 atende carregadores DC e AC com interface rica: Cortex-A55 de 2,0 GHz, cinco RS-485, CAN, Wi-Fi/Bluetooth 5.0, alimentação 24 V DC e faixa de -20 a +85 °C. Para wallbox AC de custo otimizado, a TV-AM3354 é fanless, tem watchdog, RTC e cinco RS-485, e a placa AM3354 2 em 1 oferece versão A (12 V com CAN) ou B (24 V com cinco RS-485). A pilha OCPP é fornecida pelo fabricante do carregador ou combinada por projeto.
Checklist para especificar a tela do seu eletroposto
Com estas respostas o fornecedor consegue propor configuração, amostra e preço sem idas e vindas.
- Tipo de carregador (AC wallbox ou DC rápido) e local: coberto, descoberto, rodovia, condomínio.
- Diagonal, orientação e informações que a tela precisa mostrar durante a recarga.
- Toque infravermelho ou capacitivo, uso com luva ou chuva, espessura do vidro.
- Brilho necessário e tratamento antirreflexo para sol direto.
- Grau IP do frontal e nível IK exigido pelo cliente.
- Interfaces do controlador: RS-485 para medidor e módulos de potência, CAN, Ethernet.
- Rádio 4G ou Wi-Fi e situação de homologação Anatel do módulo.
- Quem fornece a pilha OCPP e o sistema de pagamento.
- Relatórios de ensaio ABNT NBR IEC 61851 exigidos pelo comprador.
- Volume anual e tamanho do lote piloto.
Sobre a TouchVision. Desde 2012 a TouchVision projeta e fabrica telas touch industriais, placas embarcadas, panel PCs, gateways IoT e computadores de IA de borda, de modelos padrão a projetos OEM/ODM completos. Os produtos padrão têm garantia de 3 anos a partir da entrega. Para desenvolvimentos sob medida, veja nossos telas touch sob medida no site OEM/ODM da TouchVision ou leia sobre nós.
Perguntas frequentes
Preciso de autorização da ANEEL para instalar um eletroposto?
Segundo a REN 1.000/2021, a recarga pode ser oferecida por qualquer interessado, inclusive com preço livre. A instalação, porém, deve seguir as regras de conexão da distribuidora local.
Carregador de veículo elétrico precisa de certificação do Inmetro?
Conforme o Inmetro, atualmente não há regulamentação nem exigência de certificação para sistemas de recarga condutiva. A referência técnica é a série ABNT NBR IEC 61851.
Qual tipo de toque é melhor para um carregador ao ar livre?
O toque infravermelho funciona com luva e chuva e tolera vidro grosso; o capacitivo dá resposta tipo celular em pontos cobertos. Ambos devem ter frontal IP65 e vidro antirreflexo.
O controlador da TouchVision já vem com OCPP?
Não. A pilha OCPP e a integração de pagamento são fornecidas pelo fabricante do carregador ou combinadas por projeto. As placas oferecem RS-485, CAN e conectividade para essa integração.
Qual é a garantia das telas e placas TouchVision?
Os produtos padrão da TouchVision têm garantia de 3 anos a partir da entrega. As condições de projetos sob medida são definidas na proposta.
Fontes e normas citadas
- ANEEL: Veículos elétricos e estações de recarga
- Inmetro: carregadores de veículos elétricos e a Portaria nº 148/2022
- ABNT (Normas.com.br): ABNT NBR IEC 61851-1, requisitos gerais
- Anatel: certificação de produtos
- Zion Eletropostos: regulação da ANEEL para eletropostos
- Open Charge Alliance: protocolo OCPP
Precisa de uma recomendação para o seu projeto?
Envie desenhos, quantidades e ambiente de uso pelo formulário de cotação e um engenheiro da TouchVision responderá com a configuração recomendada, cotação e plano de amostras. Também atendemos por telefone ou WhatsApp +86 135 0532 6001 e pelo e-mail sales@ecovox.uk.